BALANÇO 2014



DEMONSTRAÇÃO DE SUPERAVIT / DEFICIT
















GRUPO ESPIRITA CAIRBAR SCHUTEL CNPJ: 59.140.814/0001-74















2014



2013



Receita bruta de prestação de serviços sociais

1.074.625,16



912.929,66



Convênios públicos para custeio

886.639,62



615.997,81



Parcerias com entidades sem fins lucrativos

0,00



0,00



Doações pessoas físicas e/ou jurídicas para custeio

187.985,54



296.931,85























Outras receitas operacionais

110.279,35



189.219,44



Receitas financeiras

3.835,30



41.285,61



Outras receitas

99.072,48



137.891,22



Benefícios previdenciários/sociais - usufruídos

7.371,57



10.042,61













Receita líquida operacional

1.184.904,51



1.102.149,10













Custo da prestação de serviços sociais

(1.240.053,13)



(1.084.964,26)



Custos trabalhistas - convênios públicos

(584.004,59)



(472.966,76)



Custos gerais - convênios públicos

(331.673,12)



(198.925,89)



Custos trabalhistas - recursos próprios

(80.606,75)



(61.597,31)



Custos gerais - recursos próprios

(235.495,11)



(342.136,44)



Custos filantrópicos

(8.273,56)



(9.337,86)













Outras despesas operacionais

(20.707,81)



(18.673,77)



Despesas financeiras

(5.096,61)



(4.452,84)



Impostos, Taxas e contribuições

(8.239,63)



(4.178,32)



Benefícios previdenciários/sociais - usufruídos

(7.371,57)



(10.042,61)























Total dos custos/despesas

(1.260.760,94)



(1.103.638,03)













Dit ício

(75.856,43)



(1.488,93)











_______________________

________________________



Presidente

Sandra Iuri Ayabe







Paulo Rossi Severino

CT CRC 1SP 190209/O-6



CPF. 047.659.908-34










NOTAS EXPLICATIVAS




NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL



O GRUPO ESPIRITA CAIRBAR SCHUTEL é uma Associação sem fins lucrativos e econômicos, de caráter educacional e social, que tem por finalidade além da vivência e divulgação da doutrina espírita, com base nos princípios codificados por Allan Kardec, realizando a promoção social, sem distinção de raça, cor, credo político e religioso, às famílias carentes, na área médica, farmacêutica, dentária, enfermagem, jurídica e outras, junto à infância e juventude através da creche, lar-escola, cursos profissionalizantes e efetuando a divulgação através de editora, jornal, livraria e outros meios de comunicação, desenvolver projetos nas áreas cultural e científica, de modo gratuito (filantrópico), e se rege pelo Estatuto Social registrado sob o nº 04 do livro A-1, na data de 27/11/1968, no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca da cidade de Diadema.



NOTA 2 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS



Na elaboração das demonstrações financeiras de 2014, a Entidade adotou a Lei n° 11.638/2007, Lei No. 11.941/09 que alteraram artigos da Lei No. 6.404/76 em relação aos aspectos relativos à elaboração e divulgação das demonstrações financeiras. As demonstrações contábeis foram elaboradas em observância às práticas contábeis adotadas no Brasil, características qualitativas da informação contábil, Resolução CFC Nº. 1.374/11 (NBC TG), que trata da Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, Resolução CFC No. 1.376/11 (NBC TG26), que trata da Apresentação das Demonstrações Contábeis, Deliberações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as Normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) em especial a Resolução CFC Nº 1409/12 que aprovou a ITG 2002 que revogou a Resolução CFC Nº 877/2000 – NBCT – 10.19, para as Entidades sem Finalidade de Lucros, que estabelece critérios e procedimentos específicos de avaliação, de registros dos componentes e variações patrimoniais e de estruturação das demonstrações contábeis, e as informações mínimas a serem divulgadas em nota explicativa das entidades sem finalidade de lucros.

NOTA 3 – FORMALIDADE DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL RESOLUÇÃO CFC Nº 1.330/11 (NBC ITG2000)



A entidade mantem um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos, por meio de processo eletrônico.

O registro contábil contém o número de identificação dos lançamentos relacionados ao respectivo documento de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos.

As demonstrações contábeis, incluindo as notas explicativas, elaboradas por disposições legais e estatutárias, serão transcritas no “Diário” da Entidade, e posteriormente registrado no Cartório de Registros de Pessoas Jurídicas.

A documentação contábil da Entidade é composta por todos os documentos, livros, papéis, registros e outras peças, que apoiam ou compõem a escrituração contábil.

A documentação contábil é hábil, revestida das características intrínsecas ou extrínsecas essenciais, definidas na legislação, na técnica-contábil ou aceitas pelos “usos e costumes”. A entidade mantem em boa ordem a documentação contábil.



NOTA 4 – PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS ADOTADAS



a) Moeda funcional e de apresentação - As Demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Entidade.



b) Instrumentos financeiros - Instrumentos financeiros não derivativos incluem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber e outros recebíveis, contas a pagar e outras obrigações.



c) Prazos
- Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis até o encerramento do exercício seguinte são classificados como circulante.



d) Os projetos são classificados como "EDUCAÇÃO" ou "SOCIAL" de acordo com a sua natureza.



e) Caixa e Equivalentes de Caixa: Conforme determina a Resolução do CFC No. 1.296/10 (NBC –TG 03) – Demonstração do Fluxo de Caixa e Resolução do CFC No. 1.376/11 (NBC TG 26) – Apresentação Demonstrações Contábeis, os valores contabilizados neste subgrupo representam moeda em caixa e depósitos à vista em conta bancária, bem como os recursos que possuem as mesmas características de liquidez de caixa e de disponibilidade imediata ou até 90 (noventa) dias e que estão sujeitos a insignificante risco de mudança de valor;

f) Ativo imobilizado: Os ativos imobilizados são registrados pelo custo de aquisição ou construção, deduzido da depreciação calculada pelo método linear e leva em consideração vida útil e utilização dos bens (Resolução CFC No. 1.177/09 (NBC – TG 27). Outros gastos são capitalizados apenas quando há um aumento nos benefícios econômicos desse item do imobilizado. Qualquer outro tipo de gasto é reconhecido no resultado como despesa quando incorrido.

g) Passivos circulantes:
São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos incorridos até a data do balanço patrimonial. Quando aplicável os passivos circulantes e não circulantes são registrados em valor presente, com base em taxas de juros que refletem o prazo, a moeda e o risco de cada transação.



h) Provisão de Férias e Encargos: Foram provisionadas com base nos direitos adquiridos pelos empregados até a data do balanço.

i) Apuração do Resultado: O resultado foi apurado segundo o Regime de Competência. As receitas de prestação de serviços são mensuradas pelo valor justo (acordado em contrato - valores recebidos ou a receber) e reconhecidas quando for provável que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e assim possam ser confiavelmente mensurados. Os rendimentos e encargos incidentes sobre os Ativos e Passivos e suas realizações estão reconhecidas no resultado.

j) Estimativas contábeis: A elaboração das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração da Entidade use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do Ativo imobilizado, Provisão para Devedores Duvidosos, Provisão para Desvalorização de Estoques, Provisão para Contingências e Ativos e Passivos

relacionados a benefícios a empregados. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, em razão de imprecisões inerentes ao processo da sua determinação. A Entidade revisa as estimativas e as premissas pelo menos anualmente.

k) Gratuidades: Os benefícios concedidos pela entidade a titulo de gratuidade, foram reconhecidos de forma segregada, pelo valor efetivo praticado, destacando-se aqueles que devem ser utilizados em prestações de contas aos órgãos governamentais.

NOTA 5 – IMOBILIZADO

São demonstrados considerando os seguintes aspectos:


O imobilizado se apresenta pelo custo de aquisição ou valor original, visto que a entidade não procedeu à Correção Monetária de Balanços em exercícios anteriores, além de estar deduzido da depreciação acumulada, originando o valor liquido contábil;




As depreciações dos bens do imobilizado são calculados considerando as taxas anuais, que leva em consideração a vida útil remanescente dos bens do imobilizado.






2013

2014

Saldo Final

Adições

Baixa

Depreciações

Saldo Final

EDIFICIOS

193.135,59

-

-

-

193.135,59

MOVEIS E UTENSÍLIOS – EDUCAÇÃO

93.634,63

1.092,00

-

1.825,34

92.901,29

MOVEIS E UTENSÍLIOS – SOCIAL

10.269,63

-

-

1.254,00

9.015,63

INSTALAÇÕES

0,83

-

-

-

0,83

MAQUINAS E EQUIPAMENTOS – EDUCAÇÃO

6.497,48

-

-

247,68

6.249,80

MAQUINAS E EQUIPAMENTOS – SOCIAL

3.445,88

-

-

939,84

2.506,04

TELEFONE

990,04

-

-

-

990,04

COMPUTADORES E PERIFERICOS

28.172,75

2.114,00

-

1.863,94

28.422,81

TOTAL

336.146,83

3.206,00



6.130,80

333.222,03





NOTA 6 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO




O patrimônio líquido é apresentado em valores atualizados e compreende o Patrimônio Social, acrescido do resultado do período (déficit) ocorrido.

NOTA 7 – DÉFICIT DO PERÍODO



O déficit do exercício de 2014 será incorporado ao Patrimônio Social em conformidade com as exigências legais, estatutárias e a Resolução CFC Nº 1.409/12 que aprovou a NBC ITG 2002 em especial no item 16, que revogou a Resolução CFC Nº 877 NBC T 10.10, que descreve que o superávit ou déficit do exercício deve ser registrado na conta do Patrimônio Social.

A Entidade apresentou em 2014 um déficit no montante de R$ 75.856,43.



NOTA 8 PROJETOS FINANCIADOS PARCIALMENTE COM VERBAS PÚBLICAS



Os recursos públicos foram captados para aplicação em custeio de projetos específicos, sendo que a Entidade complementa os custos como contrapartida que são considerados como gratuidades nas Atividades Educacionais e Atividades Assistenciais conforme legislação.



NOTA 9 – RECEITAS (RESOLUÇÃO CFC NO. 1.187/09)

Em atendimento a Resolução do CFC No. 1.187/09 que aprova a NBC TG 30, as receitas (fontes de recursos) das Entidades oriundas das atividades fins são reconhecidas quando for provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade.

Para que a Entidade faça jus a Imunidade e/ou Isenção Tributária sobre as atividades sustentáveis (meio), conforme estabelecido no artigo 14 do Código Tributário Nacional, artigo 12 da Lei No. 9.532/97 e artigo 29 da Lei No. 12.101/09 cumpre os requisitos abaixo:

1)
As atividades sustentáveis (meios) possuem previsão estatutária;

2)
O Estatuto Social indica que os recursos obtidos por essas receitas são revertidos (para atendimento) de suas atividades fins (objetivos sociais).



NOTA 10 – CONCESSÃO DE SERVIÇOS NA EDUCAÇÃO E NA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Os Serviços Gratuitos na Educação
foram concedidos com observância ao artigo 12 disposto na Lei 12.101/09, conforme demonstrativo, abaixo:

Demonstrativo de Gratuidade na Educação



Contas:

Valor (R$)
Receitas de Recurso Público (Município de Diadema)

886.655,80

Receitas Financeiras

3.835,30

Receitas de Doações

8.273,56

(-) Deduções / Glosas

(16,18)

TOTAL

898.748,48


Valores Aplicados
Valor (R$)
Educação

930.019,81

TOTAL

930.019,81



ü
O art. 13 da Lei 12.101/09, § 7o dispõe que:

“As entidades de educação que prestam serviços integralmente gratuitos deverão garantir a observância da proporção de, no mínimo, 1 (um) aluno cuja renda familiar mensal
per capita
não exceda o valor de um salário-mínimo e meio para cada 5 (cinco) alunos matriculados”
.

ü
Nesse sentido, 100% dos alunos da creche tiveram bolsa integral no ano de 2014.

Os Serviços Gratuitos na Assistência Social
foram concedidos com observância ao artigo 18 disposto na Lei 12.101/09, conforme demonstrativo, abaixo:

Demonstrativo de Gratuidade na Assistência Social



Contas:

Valor (R$)
Receitas de Eventos e Venda de Livros

99.072,48

Receitas de Doações

179.711,98

TOTAL

278.784,46


Valores Aplicados
Valor (R$)
Assistência Social

323.369,56

TOTAL

323.369,56



NOTA 11 – SUBVENÇÕES, CONVÊNIOS PÚBLICOS RESOLUÇÃO CFC NO. 1.305/10 (NBC TG 07)



Subvenções e/ou Convênios são recursos financeiros provenientes de convênios firmados com órgãos governamentais, e tem como objetivo principal operacionalizar projetos e atividades pré-determinadas. Periodicamente, a Entidade presta conta de todo o fluxo financeiro e operacional aos órgãos competentes, ficando também toda documentação a disposição para qualquer fiscalização. Os convênios firmados estão de acordo com o estatuto social da Entidade e as despesas de acordo com suas finalidades.

Para a contabilização de suas subvenções governamentais, a Entidade, atendeu a Resolução nº. 1.305 do Conselho Federal de Contabilidade – CFC que aprovou a NBC TG 07 – Subvenção e Assistência Governamentais e a Resolução do CFC Nº 1409/12 que aprovou a ITG 2002.

NOTA 12 - RECURSOS COM APLICAÇÃO RESTRITA

De acordo com a Resolução CFC Nº 1409/12 Conselho Federal de Contabilidade em seu item 27 letra “e”que revogou a Resolução CFC Nº 877 NBCT 10.19, no exercício de 2014 a Entidade teve os seguintes recursos com aplicação restrita.



Órgão Concedente

Valores (R$)

Educação



a) RECURSOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE DIADEMA - EDUCAÇÃO

886.655,80

(-) Deduções / Glosas

(16,18)

Total

886.639,62





NOTA 13 – DOAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES RECEBIDAS



Eventualmente a Entidade recebe doações e/ou contribuições de pessoas físicas e/ou jurídicas, previstas no seu Estatuto Social.



No exercício de 2014 a entidade recebeu:



DOAÇÕES E/OU CONTRIBUIÇÕES

VALORES (R$)

Educação



a) Doações de alimentos + materiais diversos

8.273,56

Total

8.273,56

Assistência Social



b) Pessoas Físicas

123.958,46

c) Pessoas Jurídicas

10.463,52

d) Ação entre Amigos (PF)

45.290,00

e) Promoções e Eventos (PF)

66.006,90

f) Venda de Livros

33.065,58

Total

278.784,46

TOTAL GERAL

287.058,02





Em resumo, as doações e/ou contribuições recebidas de Pessoas Jurídicas e Físicas foram:



EDUCAÇÃO

VALORES (R$)

a) Por Pessoa Física

8.273,56

Total

8.273,56





ASSISTÊNCIA SOCIAL

VALORES (R$)

a) Por Pessoa Jurídica

10.463,52

b) Por Pessoa Física

268.320,94

Total

278.784,46



NOTA 14 – CONTAS DE COMPENSAÇÃO



Estas contas Extras Patrimoniais, as quais não têm influência direta no Patrimônio da Entidade, constam nos balancetes mensais, porém para fins de apresentação do Balanço Patrimonial foram suprimidas, constando no quadro abaixo:

QUADRO DEMONSTRATIVO DAS CONTAS EXTRA PATRIMONIAIS



ATIVO COMPENSADO

PASSIVO COMPENSADO

ATENDIMENTO CRECHE

811.029,47

ATENDIMENTO CRECHE

811.029,47

GRATUIDADES – CRECHE

118.990,34

GRATUIDADES – CRECHE

118.990,34

ATENDIMENTO CECOR

439,91

ATENDIMENTO CECOR

439,91

ATENDIMENTO - GRUPO ESPIRITA

322.929,65

ATENDIMENTO - GRUPO ESPIRITA

322.929,65

TOTAL DE ATENDIMENTOS

1.253.389,37

TOTAL DE ATENDIMENTOS

1.253.389,37

COFINS - USUFRUÍDA

7.371,57

COFINS - USUFRUÍDA

7.371,57

















TOTAL CONTRIB. SOCIAIS

7.371,57

TOTAL CONTRIB. SOCIAIS

7.371,57









TOTAL ATIVO COMPENSADO

1.260.760,94

TOTAL PASSIVO COMPENSADO

1.260.760,94





NOTA 15 - COFINS

Conforme disposto na Lei nº 11.941/2009, em seu artigo 79, inciso XII, que revogou o § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, não é mais devido a tributação da Contribuição para a COFINS sobre receitas não decorrentes da atividade da empresa, como é o caso das receitas financeiras.



A isenção da COFINS totalizou em 2014 o montante de R$ 7.371,57.



A contribuição ao PIS – Programa de Integração Social que corresponde a 1% da folha de pagamento,vem sendo recolhida normalmente, portanto não considerada como beneficio usufruído.



NOTA 16 - IMUNIDADE TRIBUTÁRIA

A ENTIDADE é imune à incidência de impostos por força do art. 150, Inciso VI, alínea”C” e seu parágrafo 4º e artigo 195, parágrafo 7° da Constituição Federal de 05 de outubro de 1988.

NOTA 17 – FORMA JURÍDICA CONFORME A LEGISLAÇÃO VIGENTE

A ENTIDADE é uma associação sem fins lucrativos e econômicos regida pelo seu Estatuto Social que contempla os artigos 44 à 61 do Código Civil.



NOTA 18 – CARACTERÍSTICA DA IMUNIDADE

O GRUPO ESPÍRITA CAIRBAR SCHUTEL é uma instituição educacional e/ou social sem fins lucrativos e econômicos, previsto no artigo 9o. do CTN, e por isso imune, no qual usufrui das seguintes características:

§
a Instituição é regida pela Constituição Federal;

§
a imunidade não pode ser revogada, nem mesmo por emenda constitucional;

§
não há o fato gerador (nascimento da obrigação tributária);

§
não há o direito (Governo) de instituir, nem cobrar tributo.



NOTA 19 – REQUISITOS PARA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA

A única Lei Complementar que traz requisitos para o gozo da imunidade tributária é o Código Tributário Nacional (CTN).

O artigo 14 do Código Tributário Nacional estabelece os requisitos para o gozo da imunidade tributária, e seu cumprimento (operacionalização) pode ser comprovado pela sua escrituração contábil (Demonstrações Contábeis, Diário e Razão), no qual transcrevemos:

a) não distribuem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título;

b) aplicam integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais;

c) mantêm a escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.



NOTA 20 - DA CONCESSÃO DAS GRATUIDADES – EDUCAÇÃO BÁSICA



A ENTIDADE, em conformidade com o artigo 13 da Lei No. 12.101/09 e o Decreto No. 8.242/14, oferece bolsas educacionais para alunos carentes, na forma da Lei (artigo 14 da Lei No. 12.101/09), e também não cobrou taxa de matrícula ou custeio de material didático dos alunos bolsistas. Na concessão de bolsas educacionais a Entidade utilizou o seguinte critério de renda:

  • A bolsa de estudo integral será concedida a aluno cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de 1 1/2 (um e meio) salário mínimo.


A instituição de ensino presta serviços educacionais integralmente gratuitos, não havendo cobrança de mensalidades/anuidades.

Desta forma, todos os alunos matriculados são considerados e atendem o público alvo estabelecido pela lei 12.101/09 e devido este fato cumprem a proporção estabelecida pelo art. 13 da referida lei.

A entidade apura o valor de suas bolsas educacionais pelo custo, sendo assim não possui receita efetivamente recebida, pois 100% dos alunos possuem bolsas de estudo integrais.



NOTA 21 - REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS



A Entidade revisou o valor contábil líquido dos ativos em relação ao seu valor justo com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável, conforme previsto na Lei No. 11.638/07 Deliberação da CVM No. 527, Resolução CFC Nº 1.292/10 que aprova (NBC TG 01). Quando tais evidências são identificadas (o que não foi o caso em 2014), e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável.

A Administração para efetuar esse TESTE avaliou se existe alguma necessidade de desvalorização dos ativos utilizados como indicações a analise das principais fontes externas e internas que possam interferir na recuperabilidade dos ativos operacionais da Entidade, e assim desenvolvendo uma analise da evolução dos principais indicadores de geração de Receita, Caixa, Crescimento e Retorno de Investimentos do exercício de 2014.

Concluímos que ambos os métodos e/ou critérios (pelo valor líquido de venda e valor líquido de uso) utilizados demonstraram que o valor líquido contábil está a menor que o valor justo estimado, e por este motivo não é necessário qualquer lançamento contábil para redução dos valores contabilizados, e assim não foi necessário constituir provisões para recuperação de ativos imobilizado e intangível do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2014.

NOTA 22 - AJUSTE A VALOR PRESENTE Resolução do CFC No. 1.151/09 (NBC TG 12)

Em cumprimento a Resolução CFC Nº 1.151/09(NBC TG 12) e a Lei 11.638/07 a Entidade não efetuou o ajuste de valor presente das contas de Ativos e Passivos Circulantes (saldos de curto prazo), pois a sua Administração entendeu que tais fatos não representam efeitos relevantes.

Ainda em atendimento as legislações supracitadas a Entidade deve efetuar o Ajuste Valor Presente (AVP) em todos os elementos integrantes do ativo e passivo, quando decorrentes de operações de longo prazo. O valor presente representa o valor de um direito ou obrigação descontadas as taxas, possivelmente de mercado, implícitas em seu valor original, buscando-se registrar essas taxas como despesas ou receitas financeiras. Ao analisarmos os saldos contábeis (operações e/ou critério da essência sobre a forma) dos itens que estão compondo os ativos e passivos não circulantes da Entidade, a Administração entendeu que não foi necessário efetuar o Ajuste ao Valor Presente, pois essas rubricas (elementos dos ativos e passivos não circulantes) não se enquadram nos critérios de aplicação e mensuração da Resolução CFC Nº 1.151/09 que aprova NBC TG 12, onde descreveremos a seguir as seguintes situações que devem ser atendidas para obrigatoriedade no cumprimento desta Norma.

  • todas as transações que dão origem a ativos ou passivos, receitas ou despesas e, ainda, mutações do patrimônio líquido que tenham como contrapartida um ativo ou passivo com liquidação financeira (a pagar ou a receber) que possuam data de realização diferente da data do seu reconhecimento;
  • as operações que, em sua essência, representem uma saída de valores como financiamento, tendo como contrapartida clientes, empregados, fornecedor, entre outros. Essa situação deve-se ao fato de que o valor presente da operação pode ser inferior ao saldo devido o que, em caso de dúvida, deve ser regido pela Resolução CFC Nº 1.187/09 que a aprova NBC TG 30, que trata de receitas;
  • operações contratadas, ou até mesmo estimadas, que gerem ativos ou passivos devem ser reconhecidas por seu valor presente.


NOTA 23 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA (DFC)

A Demonstração do Fluxo de Caixa foi elaborada em conformidade com a Resolução CFC Nº 1.152/2009 que aprovou a NBC TG 13 e também com a Resolução do CFC Nº. 1.296/10 que aprovou a NBC TG 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa.

O Método na elaboração do Fluxo de Caixa que a Entidade optou foi o INDIRETO.

NOTA 24 –
ATIVIDADES DA ENTIDADE

Funcionamento

Dias da Semana:

§
Departamento Creche Lar do Alvorecer: de 2.ª a 6.ª feira das 07:00 às 17:00 horas.

§
Departamento Centro de Convivência Renovação (CECOR): aos sábados das 08:00 as 12:00 horas e de 2.ª a 6.ª feira das 08:00 às 17:00 horas, com parcerias, funcionando nos dias e horários dos Cursos pertinentes.

§
Demais Departamentos e Setores: 5ª feira das 19:30 às 22:30 horas e aos sábados das 09:00 às 18:00 horas.


Serviços Prestados:

5.6 - Serviços Prestados:

5.6.1 - Serviço de Alimentação:

§
Creche Lar do Alvorecer - de 2.ª a 6.ª feira - quatro a cinco refeições diárias.

§
Departamento de Assistência Social: distribuição de sopa aos sábados das 09h00 às 13h00 horas e de leite fluido achocolatado com pão doce as quintas-feiras das 20h30 às 21h30 horas, para as famílias carentes da região.

§
Centro de Convivência Renovação - distribuição de lanches, durante o período de funcionamento.

§
Infância e Juventude - aos sábados, distribuição de sopa, durante o período de 14h30 às 16h30 horas e aos domingos das 09h00 às 12h00 horas, fornecimento de sanduíches.

§
Atividades Lúdicas - Coral e banda rítmica, apresentações de peças artísticas (teatrinho infantil), expressão corporal, capoeira, atividades físicas e musicais. Trabalhos manuais com as mães e idosas.

Declaração de Utilidade Pública 





Área





Nº/Decreto/Lei




Data da Concessão



Municipal





328/68



15/06/1.968



Estadual





1.965/79



30/04/1.979



CONCLUSÃO



O Grupo Espírita Cairbar Schutel, atendeu às necessidades das famílias carentes, que o buscaram durante o ano, procurando dentro das possibilidades, ampliar e criar novos serviços, visando sempre atender à demanda com qualidade, tendo por escopo principal levar a cada carente, não só o auxílio material e o incentivo ao trabalho, mas também, o estímulo, o carinho, o consolo, a esperança, a coragem, a fé. Também se preocupou em evitar o paternalismo, efetuando uma triagem das necessidades de forma racional e consciente, realizando visitas domiciliares quando necessário, e oferecendo condições para a clientela desenvolver suas habilidades, estimulando a família, dessa forma, ao trabalho honrado e digno, contribuindo para sua independência sócio-econômica e melhor adaptação à sociedade.

As parcerias públicas ocorridas foram importantes, pois deram continuidade a um dos maiores objetivos do GECS: transferir o adolescente e a criança da rua para a sala de aula.

As dificuldades enfrentadas pelo Grupo foram significativas, tanto no aspecto financeiro, quanto no empecilho encontrado para atender à diversidade das reivindicações, cujos serviços não existem no aglomerado assistencial da entidade e que, por serem emergenciais, exigem providências que muitas vezes, fogem da alçada do GECS.


Diadema, 31 de Dezembro de 2.014.





Paulo Rossi Severino

CPF. 047.659.908-34

Presidente



Sandra Iuri Ayabe

CT CRC 1SP 190209/O-6